segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Seres da Natureza XIII






Encontro com os seres da natureza

por Eduard Hosp Porto

(continuação)

Entes da Natureza na Bíblia (final)

Guias

Até agora citamos, sobretudo trechos da Bíblia, nos quais  os entes da natureza são mencionados na forma indireta, ou seja, denominados como anjos.
Contudo, também podem ser encontrados textos mais diretos. Mencionam-se, por exemplo, gigantes que, como seu nome já diz, são entes de grandes dimensões: Também vimos ali gigantes (pois os descendentes de Enake são de raça gigante), e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também lhes parecíamos. (Números 13,13). O sentir pequeno “como gafanhoto” – para indicar o enorme tamanho de tais seres da natureza. Esses gigantes, contudo, não devem ser confundidos com pessoas grandes, como por Golias que fora morto por David. Aquele que é descrito claramente como ser humano e segundo a Escritura media “apenas” três metros (Samuel 17,4).

Por outra grande categoria de enteais que é mencionado na Bíblia de forma expressa e em diversos trechos são os guias dos enteais. Por exemplo: “Deus encontra-se na comunidade de Deus e Juiz no meio dos deuses.” (Salmos 82,1). Em relação aos deuses aqui mencionados, não se trata de configurações humanas de pensamentos, mas sim de grandes guias enteais “nas nuvens”: Pois quem nas nuvens pode se igualar ao Senhor, e se assemelhar ao Senhor entre os filhos de Deus?” (Salmos 89,6). O nível hierárquico que esses “deuses” ocupam, também é exatamente descrito – Deus se encontra acima de todos os guias enteais: “Pois eu sei que o Senhor é grande e que é nosso Deus acima de todos os deuses.” (Salmos 135,5). O autor dos salmos ainda descreve de forma mais nítida a seguir, a relação entre os guias enteais e Deus: o Criador é o “Deus dos deuses” (Salmos 136,2). Assim, não apenas nós, seres humanos, adoramos a Deus como o Altíssimo, mas também os guias enteais. Pois cada criatura Lhe deve sua existência. 

Paulo confirma em uma de suas cartas aos Coríntios igualmente a existência dos “deuses”, ou seja, dos guias ou “senhores”, contudo, ele também indica a uma hierarquia natural:
“Pois ainda que haja alguns que se chamam deuses, quer no céu, quer na terra, (são pois muitos deuses e senhores), todavia temos um só Deus, o Pai, de Quem tudo é e a Quem pertencemos.” (I Coríntios 8, 5-6).

Existem, portanto, muitas indicações na Bíblia, que servem para confirmar a existência dos grandes e pequenos servos enteais de Deus.
Contudo, jamais cabe a esses auxiliadores prestimosos e atuantes nossa adoração:
“Eu Sou o Senhor teu Deus! Não terás outros deuses ao Meu Lado!” (Deuteronômio 5, 6-7).
O Onipotente Criador encontra-se acima de tudo o mais e deve ser respeitado e venerado como o Único.

Reconhecimento de Deus            

Entretanto, a crença nos “deuses” enteais não foi errada.
Por toda parte no mundo houve cultos, que eram praticados em ligação com eles.
Temos de supor que esta espécie de crença foi um degrau necessário para o verdadeiro reconhecimento de Deus e também desejado pelo próprio Criador, que os “repartiu entre todos os povos que vivem debaixo do céu” (Deuteronômio 4,19) – até que essa crença universal nos “espíritos da natureza” e nos “deuses” fosse superada pelo reconhecimento do Altíssimo.
Contudo, para o ser humano atingir o degrau seguinte no desenvolvimento, ele tem na verdade de deixar o degrau anterior, nunca, porém, eliminá-lo por completo e esquecê-lo, pois senão faltar-lhe-ia a base para o degrau superior.
Para que a nova crença no ser humano possa se tornar forte e viva, ele tem de se dedicar totalmente a ela.

Por isso a exigência do Primeiro Mandamento:

“Não terás outros deuses ao Meu lado!”

Quem lê atentamente a Bíblia, reconhece nitidamente que a existência dos servos enteais não é negada, mas sim confirmada – e que o culto dedicado a eles por um determinado tempo do desenvolvimento humano fora correto, sim, até desejado por Deus.

Christopher Vasey

(continua)




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